O CNPJ saiu. Ótimo. Mas ele é só o começo. Para trabalhar com tranquilidade, você precisa entender como vai faturar, quais registros se aplicam à sua atividade e como separar o que é seu do que pertence à empresa.
Confira se a empresa nasceu completa.
Atividades, CNAEs, endereço, inscrições e licenças precisam conversar com o serviço que você realmente presta. Dependendo da profissão, também podem existir registros em conselho, órgão de classe ou cadastro municipal.
Defina como as notas serão emitidas.
O sistema, o código do serviço, as retenções e os documentos pedidos pelo contratante podem variar. Com esse fluxo definido desde o início, a nota deixa de ser um evento improvisado a cada novo cliente.
Separe empresa e vida pessoal.
Use uma conta para a empresa, registre entradas e despesas e combine uma forma organizada de retirada. Pró-labore, reembolsos e distribuição de lucros têm naturezas diferentes e precisam de tratamento adequado.
Tenha um calendário que você não precise decorar.
Impostos, declarações e obrigações dependem do regime, da atividade e do município. O importante é saber o que será entregue, quando vence e quais informações precisam chegar à contabilidade todos os meses.
Guarde o que comprova que está tudo certo.
Contratos, notas, comprovantes, certidões e documentos solicitados pelos clientes merecem um lugar único. Isso economiza tempo em cadastros, homologações e renovações.
Virar PJ não deveria significar virar especialista em sistema de prefeitura, guia de imposto e cadastro de fornecedor.
Este é um roteiro geral. As exigências mudam conforme profissão, atividade, município, órgão de classe e regime tributário. Antes de decidir sozinho, confira o seu caso com um contador.